Amados Irmãos,
Eu já li diversas histórias sobre nossa Religião, mas esta que trago a vocês, merece toda a atenção de vocês, agradecemos a a Mãe Maria da Casa Branca de Oxalá – Lagoa Santa – MG pelo envio do texto , das figuras e das fotos abaixo, que Oxalá proteja todos os filhos desta Iluminada Casa.
Estejam todos em paz!
AS ORIGENS DA UMBANDA
Boletim Informativo da Federação Nacional das Sociedades Religiosa de Umbanda – Nº 1 – Ano I – Fevereiro – 1982
Caboclo das Sete Encruzilhadas
Religião de raízes antiqüíssimas, cujas origens remontam a eras anteriores ao Cristianismo, sua liturgia encontra-se a cada passo do Velho e do Novo Testamaneto, nos Templos do Egito e da Índia antiga e na própria Igreja Católica. Por mais remota que seja uma religião, nela encontraremos os vestígios da Umbanda; ou, sob outro ponto de vista, de cada uma delas a Umbanda dos nossos dias colheu uma contribuição para consolidar a sua própria liturgia.
Mas assim como a velha religião mosaica, à qual pertenciam os homens que falavam face a face com o próprio Deus, teve que ser expurgada por Jesus de todo rito impuro, a Umbanda deixou para trás a seita que os cientistas classificaram de animismo fetichista e, libertada dos rituais pesados, complexos e, por vezes, contrários ás normas de bondade, caridade e perdão, passou a ser o caminho mais simples e acessível para o homem se reaproximar do Criador.
José Álvares Pessoa (1944)
Os conceitos de Zélio de Moraes são hoje defendidos e propagados pela Aliança Umbandista do Estado do Rio de Janeiro que, desde sua fundação, levantou a bandeira do Caboclo das Sete Encruzilhadas e defende sua doutrina. Temos certeza de que jamais os ideais de Zélio de Moraes serão esquecidos pela ALUERJ e suas filiadas, que se dedicam à Linha do Caboclo das Sete Encruzilhadas, com a disposição de continuarem sempre dentro dessa linha de trabalho que será, mais hoje mais amanhã a que definirá os rumos verdadeiros da Umbanda.
Floriano Manoel da Fonseca
Em fins do século passado existiam, no Rio de Janeiro, várias modalidades de culto que denotavam nitidamente a origem africana, embora já bem distanciadas da crença trazida pelos escravos. A magia dos velhos africanos, transmitidas oralmente através de gerações, desvirtuara-se, mescladas com as feitiçarias provindas de Portugal onde, no dizer de Morales de los Rios, existiram sempre feitiços, rezas e superstições.
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